Disponível em <https://portal.creaes.org.br/areas-agricola-e-ambiental-no-foco-da-12a-semana-capixaba-de-engenharia-agronomia-e-geociencias/>.
Acesso em 03/04/2025 às 02h59.

Áreas agrícola e ambiental no foco da 12ª Semana Capixaba de Engenharia, Agronomia e Geociências

13 de dezembro de 2024, às 8h10 - Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

As áreas agronômica e ambiental foram contempladas e retratadas no segundo painel da 12ª Semana Capixaba de Engenharia, Agronomia e Geociências, que ocorreu em Vitória (ES), entre os dias 10 a 13 de dezembro. Sob o tema Sustentabilidade e Inovações na Agronomia, profissionais atuantes do segmento apresentaram projetos e iniciativas, pontuando avanços e desafios para o setor agrícola, com foco em soluções inovadoras e sustentáveis.

A pós-graduanda em Fisiologia e Proteção de Plantas, com MBA em Gestão Híbrida de Projetos, engenheira agrônoma Lorena Silva, expôs sobre o potencial e os desafios da agricultura regenerativa. Ela defendeu a implementação desta técnica como forma de conservar e reabilitar os sistemas alimentares e agrícolas, a recuperação e manutenção da fertilidade dos solos, o aumento da biodiversidade, o manejo de paisagens com foco nos serviços ecossistêmicos e a resiliência e adaptação às mudanças climáticas. “Com uso eficiente de insumos químicos e incentivo ao uso de bioprodutos, como bioinsumos, é possível alcançar emissões de gases de efeito estufa nulas ou negativas. Os resultados socioeconômicos esperados incluem a melhoria de indicadores financeiros, maior equidade socioeconômica, o bem-estar da comunidade agrícola e o aumento da produtividade e rentabilidade sem expansão da área produtiva”, explicou a engenheira agrônoma, que também é gerente comercial do instituto Ampliê, onde lidera projetos voltados à inovação no setor agrícola.

A agricultura de Precisão e o uso de Drones foram os principais pontos de abordagem da palestra do doutor em Engenharia Agrícola, professor e pesquisador da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Campus de Alegre, engenheiro agrônomo Samuel de Assis, que demonstrou a efetividade do uso dessas estratégias e instrumentos para o segmento. Ele demonstrou que os drones e sensores no campo têm se mostrado essenciais para o monitoramento de cultivos agrícolas e florestais, capturando dados importantes sobre o solo, as plantas e atmosfera. Ele explicou que, “com o uso de sensoriamento remoto e inteligência artificial, é possível aplicar algoritmos de machine learning para identificar padrões e prever variáveis, permitindo a aplicação precisa de insumos, como defensivos agrícolas”. Assis, que também é diretor executivo da Inova Alegre, incubadora de base tecnológica e inovação da Ufes, e especialista em agricultura de precisão, inteligência artificial e silvicultura digital, acrescentou que os drones são ferramentas versáteis, sendo utilizados tanto para transportar sensores quanto para realizar a pulverização de defensivos de forma eficiente e localizada.

O coordenador do Núcleo Vitória do INCT Observatório das Metrópoles e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, doutor em Geografia Pablo Lira, foi convidado para tratar do tema Cidades Inteligentes e Sustentáveis. Lira argumentou que o Plano de Mudanças Climáticas é peça chave para planejamento e gestão. Ele lamentou que hoje muitos municípios brasileiros ainda não estão preparados para lidar com o aumento de eventos climáticos extremos. “Atualmente apenas 2 em cada 10 dos 5.570 municípios do Brasil têm as condições necessárias para enfrentar esses desafios. Isso mostra a necessidade urgente de ações e investimentos para garantir a segurança e o bem-estar das comunidades”. Lira também é professor da Universidade Vila Velha (UVV) e especialista em conservação ambiental, planejamento urbano e segurança cidadã, com ampla experiência em estudos territoriais e urbanos.

A 12ª Semana de Engenharia, Agronomia e Geociências trouxe debates sobre “Inovação científica na área tecnológica como propulsora da sustentabilidade e da melhoria da qualidade de vida da sociedade”. O evento, que arrecadou com as inscrições mais de 800 kg de alimentos não perecíveis que serão destinados a instituições filantrópicas no Espírito Santo, foi promovido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) e pela Sociedade Espírito-Santense de Engenheiros (SEE), e contou com o apoio e patrocínio do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e da Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea (Mútua).


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