Disponível em <https://portal.creaes.org.br/xviii-engminas-2026-e-aberto-no-crea-es-com-debate-sobre-inovacao-valorizacao-profissional-e-o-futuro-da-mineracao/>.
Acesso em 13/08/2026 às 06h06.

Crea-ES recebe o XVIII ENGMINAS 2026, maior encontro da Engenharia de Minas do Brasil

O auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES), em Vitória, recebeu nesta sexta-feira (10) a abertura do XVIII Encontro Nacional de Engenharia de Minas (ENGMINAS), considerado o maior encontro da Engenharia de Minas do Brasil. O evento reúne estudantes, profissionais, pesquisadores, representantes de empresas, instituições e lideranças do setor mineral para um dia de palestras, painéis e debates sobre inovação, sustentabilidade, tecnologia e os desafios da mineração brasileira. O livro "A Engenharia de Minas e o Direito da Mineração" foi apresentado durante o encontro.

10 de julho de 2026, às 14h25 - Tempo de leitura aproximado: 5 minutos

O auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES), em Vitória, recebeu nesta sexta-feira (10) a abertura do XVIII Encontro Nacional de Engenharia de Minas (ENGMINAS), considerado o maior encontro da Engenharia de Minas do Brasil. O evento reúne estudantes, profissionais, pesquisadores, representantes de empresas, instituições e lideranças do setor mineral para um dia de palestras, painéis e debates sobre inovação, sustentabilidade, tecnologia e os desafios da mineração brasileira.

Realizado pela Associação Capixaba dos Engenheiros de Minas (Acemin), em parceria com a Associação Brasileira dos Engenheiros de Minas (Abremi), o encontro conta com o patrocínio do do Crea-ES, do Confea e da Mútua, consolidando-se como um importante espaço de integração e fortalecimento da categoria.

Livro “A Engenharia de Minas e o Direito da Mineração” é apresentado no encontro

Na abertura oficial, o presidente da Acemin, engenheiro de minas Daniel Tavares, relembrou a trajetória de criação da entidade e destacou o papel do Crea-ES no fortalecimento da representação dos profissionais da mineração no Espírito Santo. Segundo ele, o movimento para criação da associação teve início em 2018 e ganhou força a partir de 2021, com o apoio da atual gestão do Crea-ES. O pedido de registro da entidade foi protocolado junto ao Conselho naquele mesmo ano e homologado pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) em 2024. “Construir uma entidade representativa foi um desafio coletivo. Hoje colhemos os resultados desse trabalho ao reunir profissionais de todo o Brasil em um evento que fortalece a Engenharia de Minas por meio da qualificação, da troca de experiências e da integração da categoria”, afirmou.

Daniel Tavares ressaltou ainda que iniciativas como o Engminas, cursos de capacitação e o lançamento de obras técnicas, como o livro “A Engenharia e Minas e o Direito da Mineração” apresentado durante o encontro, contribuem diretamente para a valorização profissional e o desenvolvimento da Engenharia de Minas no país. A obra, que trata dos “Desafios, responsabilidades e caminhos para uma mineração responsável e integrada ao desenvolvimento sustentável”, reúne artigos e reflexões de especialistas sobre temas estratégicos para a Engenharia de Minas.

Espírito Santo reforça protagonismo nacional no setor mineral

Anfitrião do evento, o presidente do Crea-ES, engenheiro agrônomo Jorge Silva, destacou a relevância de o Espírito Santo sediar um encontro nacional que reúne especialistas para discutir os rumos da Engenharia de Minas e o desenvolvimento do setor mineral. “O Espírito Santo vive um momento de crescimento expressivo na mineração e é motivo de orgulho receber um evento dessa dimensão. Aqui serão debatidas ideias e soluções que ajudam a construir o futuro da Engenharia de Minas e do setor mineral brasileiro”, afirmou.

Durante sua apresentação, Jorge Silva apresentou indicadores que demonstram a importância da mineração para a economia capixaba. Segundo ele, o Espírito Santo responde por cerca de 65% da produção nacional de mármore e granito e é responsável por 85% das exportações brasileiras dessas rochas ornamentais. O presidente também destacou que, de acordo com dados do Instituto Jones dos Santos Neves, a indústria representa aproximadamente 28% do Produto Interno Bruto (PIB) capixaba, sendo que a mineração responde por cerca de 12% desse total. Ele ressaltou ainda a expectativa de investimentos de aproximadamente R$ 10 bilhões na mineração nos próximos anos e lembrou que, mesmo ocupando menos de 1% do território nacional, o Espírito Santo possui previsão de investimentos que podem alcançar R$ 138 bilhões em diferentes segmentos da economia.

Abremi defende diálogo com a sociedade e fortalecimento da Engenharia de Minas

A palestra magna foi conduzida pelo presidente da Associação Brasileira dos Engenheiros de Minas (Abremi), engenheiro de minas Vicente Lôbo, que assumiu a presidência da entidade nacional em janeiro de 2026, em Brasília, para liderar a nova diretoria e o conselho da associação. Com 45 anos de atuação profissional e formado pela Escola de Minas de Ouro Preto, Vicente Lôbo fez uma reflexão sobre o papel estratégico da mineração para o desenvolvimento do país e a necessidade de aproximar o setor da sociedade. “A Engenharia de Minas é uma profissão exercida com prazer e propósito. É uma atividade que ajuda a construir o futuro da humanidade, pois praticamente tudo o que impulsiona o desenvolvimento passa pela mineração”, afirmou.

O presidente da ABREMI destacou que minerais estratégicos são fundamentais para a transição energética, para a descarbonização da economia e para tecnologias como os veículos elétricos, ressaltando que o setor tem papel decisivo na construção de um futuro mais sustentável. Ao mesmo tempo, chamou atenção para um dos principais desafios da atividade: melhorar a comunicação com a sociedade. “Precisamos aprender a dialogar com a população. Ainda existe uma percepção equivocada sobre a mineração, muitas vezes associada apenas aos seus impactos. É necessário mostrar que a mineração responsável gera desenvolvimento, emprego, tecnologia e qualidade de vida”, destacou.

Vicente Lôbo também defendeu o fortalecimento da ética profissional, da formação técnica e do combate à mineração ilegal, afirmando que a atividade desenvolvida fora dos padrões técnicos compromete a imagem do setor e não gera benefícios para a sociedade. Segundo ele, a Engenharia de Minas possui uma das formações mais abrangentes entre as modalidades da engenharia, dialogando com diferentes áreas do conhecimento e desempenhando papel estratégico no desenvolvimento econômico do país.

Durante sua apresentação, o presidente da ABREMI apresentou números que demonstram a relevância da mineração brasileira. De acordo com ele, o setor movimenta cerca de R$ 270 bilhões em receita líquida anual, responde por aproximadamente 47% do saldo da balança comercial brasileira e gera cerca de R$ 94 bilhões em arrecadação de impostos. Também lembrou que a Engenharia de Minas completa 150 anos de atuação no Brasil, enquanto a ABREMI está atualmente presente em 18 estados e representa cerca de 6 mil engenheiros de minas.

Ao longo do dia, o XVIII Engminas reúne especialistas de diferentes regiões do país em painéis e palestras sobre inovação, transformação digital, sustentabilidade, mineração 4.0, mercado de trabalho e os desafios que moldam o futuro da Engenharia de Minas, consolidando-se como um dos principais fóruns de discussão técnica e científica do setor mineral brasileiro.

 

 


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